sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

"O que será que me dá?"

O que mais de deixa triste nessa vida é as pessoas não perceberem que a razão de minha tristeza é elas não verem o que há de errado no mundo.

Em dias como estes me sinto tão vulnerável. Não encontro saída, não encontro sentido; como se um parasita tivesse entrado em meu coração e sugado a última gota de esperança. Não consigo imaginar como será os próximo anos, pois não tenho forças pra mover um dedo e desligar a tv - quanto menos pra puxar o gatilho. Seria horrível. Fato é: nasci maldito, e assim sempre serei. Maldito por querer sonhar demais, por querer ter o que amar; e as aventuras que tanto quis se perdem no vazio infinito da realidade cotidiana: pessoas que vêm e vão, sem parar, já não vejo mais seus rostos, pois seus corações também foram sugados. Tudo que eu queria era um mundo melhor. É tudo o que eu sempre sonhei. Estou completando 20 anos de vida, e nessa vida ainda não me adaptei. Esse não é o mundo que eu quero: há muito tempo venho dizendo adeus, adeus, adeus, adeus... Mas continuo aqui em meu quarto, completamente só, pensando... Confesso meus lamentos sem um pingo de receio. Não estou sendo mais do que sincero em dizer estas palavras para quem acha que sempre me conheceu, e sempre me achou um rude, e teve medo de mim sem razão. Meus problemas não são só meus. Aconteça o que acontecer, eu não me importo mais. Ao ler tudo isso você sentiu o que? Pena? Nojo? Compaixão? Acha que sou louco? Eu não me importo. Há muito tempo  perdi o medo de admitir a miséria humana, de admitir minha fraqueza. Mas saiba que tenho boa fé. Já sofri muito querendo ajudar as pessoas... Por tudo que é mais miserável, eu me rendo. Eu me rendo, e sofrerei, enfim, minha dor. Calado e só.

(27/12/2010, véspera de aniversário)

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