segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fazer arte

Fazer arte pressupõe o reconhecimento da fealdade do mundo, e a sua busca é a da beleza e da perfeição, inexistentes em nossas vidas e indispensáveis à plenitude humana. Todo homem carrega uma dúvida: um não-saber generalizado que finda em si mesmo, numa confusão de sentidos. A tomada de consciência desse não-saber, provoca em nós o movimento interno do desejo da busca por respostas sobre a existência. Essa busca, se se torna constante, torna-se igualmente necessária, e pode levar ao homem a um estado de espírito superior ao qual se encontrava até então. O caminho da arte sempre foi o caminho do auto-conhecimento; e neste caminho, jamais pode haver um fim. Talvez eu não saiba aonde quero chegar, mas sei com toda certeza aonde não quero ficar. "Conhece-te a ti mesmo" (Sócrates).

13/02/11, madrugadas da vida.

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