Me sinto como um alienígena. Por onde passo sinto o peso dos olhares desconfiados sobre mim, como se eu fosse um homem-bomba, prestes à explodir. Desgraça! Que gosto de derrota sinto em meus lábios, sempre fechados... E em momentos de distração, vejo milhares de imagens desconexas passando em meus pensamentos; velhos fantasmas que me roubam a paz. Aquela força primitiva que há muito me impulsionara em minha busca por respostas, hoje se extinguiu. Não vejo saída. Estamos todos condenados a essa condição de liberdade, capaz de destituir todo valor, crença, garantia, de um ser que se vê no fim de tudo, desprovido de qualquer sentido para existir. Mas comigo é diferente... Assim me sinto: como um alienígena.
28/09/2010, uma tarde qualquer, no fundo da biblioteca...
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